A respiração como ponte entre corpo e emoções: porque o corpo sente antes da mente compreender
Quando falamos de emoções, tendemos a colocá-las na mente: pensamentos, interpretações, histórias internas. No entanto, essa é apenas uma parte da equação. A forma como respiramos cria o terreno fisiológico onde as emoções surgem, se mantêm ou se transformam. Na prática clínica e no quotidiano, observa-se um padrão claro: muitas pessoas vivem com um padrão respiratório rápido, superficial e pouco móvel - mesmo quando “está tudo bem”. Este padrão não surge como resposta pontual ao stress; instala-se como estado de base. Quando a respiração permanece desorganizada de forma crónica, o sistema nervoso perde a capacidade de regressar a estados de segurança. Nesse contexto, a dificuldade em regular emoções não é a causa do problema - é uma consequência direta do estado fisiológico em que o corpo vive. A respiração não é apenas consequência do que sentimos; é um dos principais determinantes da forma como sentimos . Compreender esta relação é essencial para saúde física, equilíbrio emocional ...